
Cada dia me convenço que, quanto mais tempo a gente convive com uma pessoa, menos a gente a conhece. Deveria ser o contrario, mas pra mim nunca foi.
Há seis anos conheci um amigo.
Me encantei muito pelo seu jeito moleque de ser, pelo seu carisma. Sabe aquela pessoa que você olha e diz: "esse cara é gente fina!" Pois é.
Aquele que está pronto pra tudo. Pronto pra rir, pra chorar, pra ferir, pra trabalhar, pra perdoar, pra tudo mesmo.
Desde o primeiro momento fomos cúmplices. Ele me contava suas aventuras amorosas, brigas com a namorada, essas coisas que, com uma certa idade, já não sabemos mais para quem contar.
Em um determinado momento, chegamos a confundir nossa amizade, achando que de repente poderíamos ir um pouco a mais. Mero engano.
Voltamos a amizade novamente.
Algum tempo depois, acho que uns quatro anos, acabamos nos afastando por causa do meu trabalho. Acabei engravidando do meu ex marido, entrei em licença maternidade, essas coisas que acabam rompendo bons laços que a vida faz.
Ele, um tempo depois, também casou com a mesma namorada que ele vivia brigando e também tiveram um filho.
Depois disso tínhamos contato apenas pelo telefone e alguns e-mails trocados.
Hoje penso que poderíamos ter feito diferente. Que eu poderia estar bem longe daqui e que ele poderia estar bem mais perto de mim. Como aquele amigo que sempre me fez sentir uma bela mulher.
Adorava quando ele me chamava de Raio de sol.
Dizia que se o dia estivesse nublado e eu aparecesse, o dia se iluminava.
Nunca deveria ter deixado ele se afastar de mim.
Mas a vida é engraçada. Nem sempre é como a gente quer.
Sei que de alguma forma ele vai ler este recado.
E quero que saiba que você está em minhas orações todos os dias.
Peço a Deus que ilumine essa sua cabeça, que pelo que me contam, está fora do lugar.
Por favor me procure.
Não sei como, mas posso tentar ajudá-lo.
Amo-te como um irmão e só quero te ver bem.
Te cuida!
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