sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Fugaz


Já dizia Cazuza:

"Todo dia a insônia
Me convence que o céu
Faz tudo ficar infinito..."


É... cada dia me convenço mais de que meus desejos são infinitos.
Mas não vá pensando que preciso de algo mais do que orgasmos múltiplos, não.
Estou falando de coisas simples.
De um abraço gostoso que encoste coração com coração, de um simples deslizar de mãos no nosso rosto, de um encontro de corpos que se desejem com a alma, sobretudo, fazer o outro se sentir querido, vivo.

Ahhh... coisa boa!!!

Tocar o outro é acordar as suas células, é revivescer seus poros, é oferecer um alento, uma esperança, um pouco de humanidade, tão escassa em nossas relações.

Infelizmente, a coisa não é fácil.

Os meus relacionamentos até hoje vividos, nesta minha solterice maluca, foram muito fugazes.
Chegamos a cama muito antes de uma apresentação de corações.
Expomos nossos corpos, mas escondemos nossos sentimentos.
Isso é cruel para uma alma de mulher intensa e romântica como eu.

Hoje me pergunto: Como consegui fazer isso?
É a bendita da carência, só pode.
A impressão que tenho é que estamos todos tentando satisfazer um mesmo desejo, porém de maneira tão individualista e ansiosa que perdemos a noção do que realmente importa.
Estamos procurando pão no açougue e carne na padaria.

E as vezes essa carência é tão grande e a sensação de solidão é tão forte que sou capaz de me dispor a pagar por companhia, por uma remota possibilidade de conseguir um pouco de carinho.
Não. Nunca paguei ninguém pra fazer isso. Mas já cheguei a ter essa ideia de doido.

Isso tem que mudar.
A carência não pode tomar conta da minha vida e me deixar tão vulnerável assim.

Bom, carências a parte, eu preciso é deixar de ser tão bobalhona.

Preciso deixar de achar que a vida tem a trilha sonora de My Heart Will Go On da Celine Dion e acreditar que o Titanic realmente afundou.

Bom feriadão! (praia)

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