quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Ciclo



Já chorei por amores perdidos
Por acreditar que ele ia voltar
Já chorei por amizades quebradas
Por acreditar que eu podia perdoar

Já chorei na frente deles
Por acreditar que podiam me consolar
Acreditar que a tristeza ia passar

Já desisti de ser forte a tal ponto que
Já não seguro mais as lágrimas
Já não escondo meus sentimentos
Já admito que sinto, amo, sofro, choro, levanto e encaro

Por fim, já me acostumei com esse ciclo de sentimentos

Ciclo que me entristece, me ensina e me renova a cada instante

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Amor inventado



Deve ser por esse meu jeito esquisito, que eu não sei mais o que fazer com você.

Pode até ter sido essa minha falta de juízo,

que me fez acreditar nessa ilusão,

e a verdade, é que eu nunca poderia imaginar que ela fosse se tornar realidade um dia.

Eu sei, me sujo com as minhas próprias palavras encardidas,

tropeço nos meus próprios pés e caio de cara no chão,

sento na calçada fria e choro feito criança.

Criança sincera que teve mentiras enfiadas goela abaixo enquanto dormia.

Pobre criança, ela acreditava mesmo em contos de fadas.

Deve ter sido por esse meu temperamento cruel e essa vontade descarada de colecionar

corações,que eu aprendi a sacrificar o meu próprio, a substituir amores impossíveis,

a amar silenciosamente e deixar que eles sejam felizes com outros corações.

É, eu já te disse, não sei o que fazer com você.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

ah vai...








me chama de Coca-Cola que eu te mostro o lado bom da vida... rsrsrsrssss...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Bate coração


Sabe todo aquele sentimento patético que eu sentia por você?

Que me fazia acordar desnorteada e me obrigava a tomar banho de madrugada com um sorriso idiota no rosto?

Que me fazia perder a noção de tempo e espaço, que me tirava o sono e me tirava o ar?

Ele continua aqui, patético.

Aqui e por toda a parte.

Por debaixo das minhas unhas, revirando o meu estômago e dançando com meu coração, freneticamente.

Ele está aqui, transbordando por meus poros, explodindo na minha boca e escorrendo pelas minhas pernas.

Bem aqui.

Fazendo-me rir a toa, me tirando o juízo e me entupindo com um clichê mal assombrado de amor mal resolvido.

E você sabe que, quanto mais perto você fica, mais ele se estica, mais ele queima em minha pele, mais ele grita com a minha cabeça.

Consegue ouvi-lo?

Ele está bem aqui, queimando.

Efervescendo o sangue que corre por entre minhas veias, me matando aos poucos, me torturando, me deixando louca e me fazendo ser a criaturinha mais boba sobre a face da terra.

E bem que me disseram, o amor é a coisa mais estúpida de se explicar, mesmo!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Agora...


... quero dias de chuva

O cheiro da terra molhada

A sensação de não haver nada além de hoje

Quero minutos infinitos

Relógios quebrados

Noticiários esquecidos

Quero tua presença

Teu cheiro no travesseiro

Tuas palavras de conforto

Quero dias assim

Dias eternos

Sussurros, beijos e olhares sem fim

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Sonhos


Certas coisas são difíceis de entender
Pessoas esquecidas voltam à tona
E eu me pergunto: o que isso significa?

Por que algo tão rápido tornou-se tão intenso?
Sinto cada momento dentro de mim

Mas parece que foi ontem
Foi ontem que você me pegou de surpresa
Jogou no ar sentimentos tão puros
Ou pelo menos acredito que eram

Foram suas palavras que causaram tudo isso
Essa paixão súbita, sem motivos
Logo você que me conhecia tão pouco
Descobriu meu ponto fraco
E hoje você faz parte dos meus sonhos
Literalmente.

Não te desejo mais
Não te imagino como um homem perfeito
Hoje consigo enxergar teus defeitos
E não entendo porque te encontro à noite

Quando durmo você aparece sem seus defeitos
Novamente, o homem perfeito
Mas isso não me agrada
Não quero reviver isso
Só quero entender
Ou melhor, quero te tirar dos meus sonhos

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Dúvida?


Em minha mente realidade e ilusão se confundem.
Sonhos impossíveis quase existem.
Por alguns segundos posso acreditar que se jogarmos tudo para o alto e arriscarmos, eles tornam-se reais.
Mas então me pergunto: arriscar pelo quê?
Por algo completamente incerto?
É um preço muito alto que poucos querem pagar.
Disso, parto da idéia de que a comodidade é inimiga dos sonhos quase impossíveis, das reviravoltas da vida, das aventuras, das decisões precipitadas e de tantas outras coisas.
É por causa dela que possuo um certo juízo, penso bastante sobre o que é certo e o que é errado.
Para que mudar se está tudo tão conveniente?
Tudo se encaixa tão bem que seria tolice arriscar.
Mas também é por causa dela que possuo algumas dúvidas sobre a felicidade, e até sobre um presente que pode ser meu, mas que está sendo vivido por outra pessoa que teve um pouco mais de ousadia do que eu.
Mas ainda há aquele futuro meio incerto, mas que mesmo assim ainda pode ser meu, se eu o quiser, se eu estiver pronta para ousar.