quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Amor é síntese


Por favor não me analise,
Não fique procurando cada ponto fraco meu,
Se ninguém resiste a uma análise profunda,
Quanto mais eu
Ciumento, exigente, inseguro, carente,
Todo cheio de marcas que a vida deixou.
Vejo em cada grito de exigência
Um pedido de carência, um pedido de amor.
Amor é síntese,
É uma integração de dados,
Não há que tirar nem pôr.
Não me corte em fatias,
Ninguém consegue abraçar um pedaço,
Me envolva todo em seus braços
E eu serei perfeito, amor.

Mário Quintana (faço de suas palavras a minha)

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Quem sou eu?


Aquela segura que muda de opinião toda hora

aquela perfeita que tem mil defeitos

aquela quieta que adora conversar

aquela vingativa que te perdoa

aquela malandra que cai feito patinho

aquela apaixonada que ama com medo de se arrepender e ignora para não sofrer mais

aquela confiante que confia no hoje e desconfia do ontem

aquela que se sente sozinha quando há tantas pessoas ao seu lado

aquela esperta que entende quando precisa ser entendida

aquela decidida que de vez em quando volta atrás

aquela contora de chuveiro que canta a música pra tentar esquecer

aquela corajosa que tem medo

aquela diferente que não te vê do jeito que todos te vêem e percebeu que o comum não a atrai

aquela que sempre quer um começo,mas tem medo de um fim

Aquela sabe? Aquela.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Preciso me acalmar





Nos últimos dias sinto que estou ligada na potência máxima.
Muito trabalho e pouco tempo pra mim.
Preciso descansar a alma e a mente, dar um tempo nas agitações
e parar um pouco com essa correria do dia a dia.
Quero desenrolar as amarras que me prendem ao supérfluo.

Preciso olhar mais alto.
Estou pior que porco focinhando na lama.
O EGO diz: " vai dar certo Dani!"
E o alma diz: " isso não vai dar certo, Dani!"

Literalmente, entre a cruz e a espada. Assim que me sinto.

Tenho que tentar, ao menos TENTAR, buscar a felicidade nas coisas simples.

Sei que é difícil, mas se eu conseguir fazer isso, posso ser mais feliz.

Quero que me amem pelo que sou e não pelo que possam obter de mim.

Preciso de amigos reais,
de amores sinceros,
de beijos demorados,
de abraços apertado,
de sorrisos verdadeiros,
de olhares desprovidos de maldade,
de conversas intermináveis ... preciso disso, só isso...

Simples assim!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Isso que eu quero pra mim


Amor, meu grande amor, não chegue na hora marcada
Assim como as canções, como as paixões e as palavras
Me veja nos seus olhos na minha cara lavada
Me venha sem saber se sou fogo ou se sou água
Amor, meu grande amor, me chegue assim bem de repente
Sem nome ou sobrenome, sem sentir o que não sente

Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo

Amor, meu grande amor, só dure o tempo que mereça
E quando me quiser que seja de qualquer maneira
Enquanto me tiver que eu seja o último e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor, me reconheça

Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo

Amor, meu grande amor, que eu seja o último e o primeiro
E quando eu te encontrar, meu grande amor, por favor me reconheça

Pois tudo o que ofereço é meu calor, meu endereço
A vida do teu filho desde o fim até o começo


Barão vermelho
Compositora: Angela Ro Ro

terça-feira, 28 de julho de 2009

Transparente


Às vezes, fico me perguntando porque é tão difícil ser transparente... Costumamos acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, não enganar os outros. Mas ser transparente é muito mais do que isso.
É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que a gente sente... Ser transparente é desnudar a alma, é deixar cair as máscaras, baixar as armas, destruir os imensos e grossos muros que insistimos tanto em nos empenhar para levantar...
Ser transparente é permitir que toda a nossa doçura aflore, desabroche, transborde! Mas infelizmente, quase sempre, a maioria de nós decide não correr esse risco. Preferimos a dureza da razão à leveza que exporia toda a fragilidade humana.
Preferimos o nó na garganta às lágrimas que brotam do mais profundo de nosso ser... Preferimos nos perder numa busca insana por respostas imediatas a simplesmente nos entregar e admitir que não sabemos, que temos medo!
Por mais doloroso que seja ter de construir uma máscara que nos distancia cada vez mais de quem realmente somos, preferimos assim: manter uma imagem que nos dê a sensação de proteção...

E assim, vamos nos afogando mais e mais em falsas palavras, em falsas atitudes, em falsos sentimentos... Não porque sejamos pessoas mentirosas, mas apenas porque nos perdemos de nós mesmos e já não sabemos onde está nossa brandura, nosso amor mais intenso e não-contaminado...
Com o passar dos anos, um vazio frio e escuro nos faz perceber que já não sabemos dar e nem pedir o que de mais precioso temos a compartilhar... doçura, compaixão... a compreensão de que todos nós sofremos, nos sentimos sós, imensamente tristes e choramos baixinho antes de dormir, num silêncio que nos remete a uma saudade desesperada de nós mesmos... daquilo que pulsa e grita dentro de nós, mas que não temos coragem de mostrar àqueles que mais amamos!

Porque, infelizmente, aprendemos que é melhor revidar, descontar, agredir, acusar, criticar e julgar do que simplesmente dizer: você está me machucando... pode parar, por favor!. Porque aprendemos que dizer isso é ser fraco, é ser bobo, é ser menos do que o outro. Quando, na verdade, se agíssemos com o coração, poderíamos evitar tanta dor, tanta dor...

Sugiro que deixemos explodir toda a nossa doçura! Que consigamos não prender o choro, não conter a gargalhada, não esconder tanto o nosso medo, não desejar parecer tão invencíveis...
Que consigamos não tentar controlar tanto, responder tanto, competir tanto... Que consigamos docemente viver... sentir, amar...

(Rosana Braga)

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Espelho


Tem dias que eu quero sumir.
Sei lá pra onde...
Preciso me refazer, preciso saber o que meu coração está tentando dizer.

Há tempos me olho no espelho e fico tentando descobrir quem eu sou e o que eu quero.
Tem alguma coisa ali.
Está aprisionado no meu olhar.
Tenta sair, tenta gritar, mas eu não consigo entender o que quer dizer.
O que será?
Tenho medo que isso se aposse e tome a minha forma e todo o meu ser.
Por meses tentei apagar da minha cabeça a memória daquele espírito vazio
que insiste em vagar em meu olhar.
Eu tentei, eu juro que tentei, mas foi em vão.
Hoje isso continua em mim
Me respira, me come e me deseja.
Corre em minhas veias toda a sua miséria.
Mas pra mim não passa de mero delírio nem chega a ser um devaneio.
Isso ainda está em mim.

Só mais uma coisa:
nunca olhe o espelho se não quiser saber a verdade.
Porque ele pode refletir o que há muito tempo você não quis enxergar.
Mas se quiser encarar sem medo, vá em frente.

O quanto antes melhor.

Preciso sumir!